domingo, 9 de março de 2008

Mentira

Algumas vezes me questionei durante algum tempo sobre várias coisas, e uma delas é até que ponto a verdade deve prevalecer para a manutenção de um fantasioso bem-estar. Pois bem, após algumas experiências e também após algumas observações, vejo que a verdade é a única forma de se manter um relacionamento em um estado considerado ao meu ver, de plenitude.

Não há a vantagem na mentira, não há vantagem em se esconder coisas, é mais do que enganar alguém, consiste em simplesmente o fato de se enganar. A mentira traz as coisas mais repugnantes que um ser humano tem, apenas mostra o quanto estamos nos enganando, fugindo de uma realidade que nos atormenta, ou mesmo não querendo machucar alguém.

A questão protecionista da mentira, ao meu ver é a mais ilusória de todas, por se tratar de uma esfera em que o sujeito acaba criando ou uma realidade conturbada, ou mesmo ficando alienado dessa própria realidade intrínseca e inerente a ele mesmo. Também ocorre a pior de todas as facetas da mentira, justamente a de decidir sobre algo que não corresponde apenas a uma pessoa ou a uma realidade. Esse envolvimento de outros atores, faz com que cometemos o maior erro de julgar o que realmente é importante para os outros saber. E o quanto vale meu julgamento sobre o quanto devo privar ou não um direito de uma pessoa saber sobre algo?

Não se trata de machucar alguém, não se trata de não se entender, não se trata de não enxergar o que está acontecendo, é apenas uma questão de auto-conhecimento, eu sei quantas pessoas há perdidas por um mundo cheio de mundos paralelos, que talvez não seja justo indicar o melhor dos "paralelos" para se viver, porém a mentira não pode te trazer a consequência real do que você sente ou mesmo de como alguém se sente ao sofrer pela falta da verdade.

Os caminhos que escolhemos, necesseriamente, exige que nos responsabilizamos por ele, mesmo que não tenhamos consciência do porquê escolhemos este ou aquele caminho. Não se trata de uma questão mais de fórum íntimo ou mesmo de uma crise existencial, apenas trata-se que você pode ainda mesmo que com tanta a fragilidade que um ser possui, viver apenas a verdade, mesmo que seja aquela que você apenas acredita.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008



Rosas da vida

Algumas vezes eu paro e auto-avalio minha vida
Não me arrependo de nada, nem olho para trás.
Eu não conto as pedras que encontrei no caminho
Mas sim as rosas que encontrei e ficarão guardadas
Eu até poderia viver do passado e esquecer o futuro
Porém eu perderia a possibilidade de crescer
Não são as mágoas e as perdas que te entristecem
É simplesmente perdoar a ti mesmo e aos teus erros
O erro não pode ser banal, muito menos eternizado
Alguns dores são inevitáveis e parecem nos destroçar
Não é o convívio com a dor que te fortalece
É entender que as nossas partes um dia irão se juntar
Se juntar e formar um corpo único e sem dor
E até as mesmas perdas mais insuportáveis
Foram feitas para entendermos que somos frágeis
E devemos suporta-la mesmo quando ela for na alma
Mesmo quando os pensamentos mais insanos o atingirem
Ainda assim restarão as rosas para que você as exale
Ainda há uma coisa efêmera que move você por dentro
Não seria a busca da felicidade, nem fazer os outros felizes
Seria simplesmente a sua própria e grande: vida
E não adianta baixar a cabeça, não adianta fugir
Não é ver as coisas ruins como as fundamentais
É vê-las sempre como naturais e passageiras
Quantas coisas boas têm que não vemos e não nos importamos?
Como o mar, a paisagem e o céu, toda a fauna e flora ou
Simplesmente um abraço ou um sorriso para alguém
Talvez seja mais fácil vivermos escondidos de nossa essência
Você pode ser infeliz por um momento e feliz para sempre
Basta você ver o amanhã como a melhor coisa da tua vida,
Como a solução para teus erros e para um novo recomeçar.

domingo, 25 de novembro de 2007


Para uma Artista Plástica

Desequilíbrio

Corpo distante
Olho ausente
Mãos intocáveis
Gestos incomunicáveis
Ausência total de presença
Voz atrofiada
Sentimentos reprimidos
Coração descompassado
Cérebro acelerado
Ossos em inércia
Músculos frigidos
Memória ativa
Emoções desconectadas
Vida sem sentido
Cheiro inalável
Pensamentos voando
Doença sem remédio
Tristeza sem fim
Ansiedade dilacerando
Desejos fugindo
Pseudovida realizada
Sonhos inexistentes
Pesadelos constantes
Alma agonizante
Desequilíbrio iniciado
Pela tua simples falta.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Bomba Atômica

Bomba Atômica

Não me importa mais o que se possa construir
Porque as palavras que me restam não são as mesmas
Algo tão profundo e devastador vive aniquilando-me
Como um parasita que só deseja sugar-me até o fim
Não adianta lutar contra o inimigo que está em mim
Os olhos sem mesmo um pingo de brilho e vivacidade
Os pensamentos auto-destruitivos e entristecidos
No semblante da minha face uma expressão dolorida
Apenas respirando por obrigação de uma mera vida
Que os medos sejam meus desejos realizados
Um olhar horinzontalmente vendo um longo caminho
Para um lugar tão distante e misterioso
Que talvez esse tempo de contemplação
Seja o último instante de um tempo para mim mesmo
Por trás daquelas nuvens existe um mundo fascinante
Como a linha tênue entre a vida e a morte
Não existindo nenhum porto seguro para o coração
Somente um alimento para existência humana
E não me diga que há um poço de esperança
Depois que a bomba atômica atinge seu alvo
como uma seta de fogo queimando o paraíso
E todo o estardalhaço dos vidros cortam minha pele
Como as palavras de injúrias proferidas pelo caluniador
Os átomos separam-se como meus sonhos da realidade
Restando um longo caminho para encontrar meus pedaços.

Angústia Juvenil


Angústia Juvenil

Às vezes acho que me sobra um vazio tremendo
Quando os dias passam iguais e não aprendo
Não entendo que a vida nos passa correndo
Que ficar preso ao passado e pensando no futuro

Deixa-me ébrio de tédio do presente e desacreditado
Talvez o meu amanhã mude como o tempo chuvoso
Ou mesmo possa sentir a travessia do destino
Ser não mais um martírio e sim um desatino

Um desatino de uma tarde chuvosa e introspectiva
Porque às vezes eu acho que o tempo é o reflexo
Reflexo do meu interior, tempestades de imprecisão
Rajadas de dúvidas que insistem em secar meu coração

Que a neblina não tome conta dos meus sentimentos
Que as tormentas não me atormente como pesadelos
E eu aqui esperando o ciclone possa levar o tédio
E que a chuva possa florir e trazer os bons momentos

O importante é que sempre haja tempo para mudar
Mesmo que seja apenas uma doce angústia juvenil
Como um livro de memórias póstumas aos meus sonhos
Que insiste em abrir sempre uma nova página.

domingo, 21 de outubro de 2007

Intenção do Blog

Acho que o primeiro questionamento é o nome do blog, pois bem, a palavra aerowords para mim têm dois significados:
Idéia de pensar alto e visão de futuro;
2º Homenagear o Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, pelas suas precisas e tocantes words.

Depois o outro ponto é a utilidade do blog, o intuito seria de informar sobre diversos temas e tomar posição sobre os assuntos mais polêmicos e debatidos na mídia.

Muito Obrigado!