terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Vida não duplicada

 Essa foto foi feita pra namorada uma semana antes dele morrer!
Essa foto foi feita para a namorada uma semana antes dele morrer
     
Vida não duplicada

É triste toda partida
Quando a vida não é duplicada
E lá se foi parte da minha vida
Em um buraco numa estrada

Aquele telefonema eu não esqueço
Que você já não estava nesse mundo
É apenas um pesadelo eu desejo
Eu só desejo isso tão profundo

Profundo como o seu olhar
Interminável como o mar
Intenso como o seu sorriso
Imensurável como o paraíso

Minha vida se tornou uma curva
Que espero te encontrar a cada esquina
Minha solidão se tornou turva
Sobreviver sem você é minha sina

Nós somos como 2 criminosos separados
Um com a recompensa, outro na prisão
Nós somos como 2 pássaros enjaulados
Um querendo voar, outro na prisão

Eu queria estar no seus braços
Eu queria dormir ao seu lado
Acordando chorando no quarto
Abraçado no seu retrato

Eu preciso ser forte
Eu preciso seguir adiante
Eu espero ter a sorte
De te encontrar por um instante

Eu não posso falar de amor
Se não tenho você para abraçar
Ninguém pode falar dessa dor
Até sentir algo que não pode suportar

Como ser feliz sem minha metade?
Um caminho que destrói a felicidade
Como um incêndio num museu de arte
Eu sinto queimar vivo minha parte

Minha vida já não tem cores
É um eterno preto e branco
Não recebo mais suas flores
Por que isso dói tanto?

Eu espero, espero e espero
Mas cada dia é uma tortura
Eu desespero, desespero e desespero
Acho isso tudo uma loucura

Às vezes eu não sinto nada
Nada é o melhor para se sentir
Quando saudade vem danada
É um rivotril e tentar dormir

Eu ainda tenho esperança
Que você chegue para jantar
Eu tenho uma lembrança
Que nunca vai se apagar

Eu ainda tenho um sentimento
Que você abra aquela porta
Eu sinto sempre esse momento
Ele é tudo que me importa

Há sempre uma palavra para ser dita
Há sempre uma batalha para ser vencida
Há sempre alguém que se eterniza no coração
Eu sempre vou lutar para que nada seja em vão.

Esse jovem da foto, cuja profissão era ensinar, teve a vida interrompida pelo descaso dos nossos governantes com a Rodovia Antonio Heil, por favor peço que assinem http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR60655


sábado, 11 de janeiro de 2014

Mensagem Subliminar


Tempo é o que mais temos e menos posso mudar
Agora tudo passa devagar até você chegar
Ímpeto de adolescente e montanha russa sentimental
Sensações que descrevem sentimento sem final

Reescrevo a história como quero que seja
Esperando que na tua eu também esteja
Germinando a esperança em gota a gota
Imagino que no fim cruze com tua boca
Na iminência do calor do seu rosto
Avaliando meu sentimento exposto

Não existe desenho que te represente
E nem palavras que diga o que se sente
Um dia num belo livro você estará
Haverá para cada poema uma mensagem
Algumas só teu ouvido escutará
Uma noite de céu estrelado
Sussurros de amor ao teu lado

Pertencimento àquilo que não me pertence
Escrevendo um romance em clima de suspense
Relembro seu sorriso todo dia
Km de distância de mim
Ostento uma saudade que irradia
Subliminarmente escrevo assim
Kg de intenções esperando se fazer entender
Inspirando o subconsciente a vir te trazer.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Eu odeio

 10 things I hate about you


Eu odeio como você detona minha mente
Eu odeio como eu deveria me comportar
Eu odeio saber que faço tudo consciente
Eu odeio saber que você vai me dominar

Eu odeio saber que não estou mais controle
Eu odeio falar demais sobre o que sinto
Eu odeio pensar que penso demais em você
Eu odeio tentar todos os dias te esquecer

Eu odeio ficar um dia sem falar com você
Eu odeio saber que não sou o cara para ti
Eu odeio sair a noite e lembrar de você
Eu odeio beber para fingir que te esqueci

Eu odeio fingir que sou um cara centrado
Eu odeio fingir que sou um cara normal
Eu odeio fingir que sou um cara controlado
Eu odeio esperar que um dia nosso caso seja real

Eu odeio esperar o dia de você voltar
Eu odeio saber que você faz falta
Eu odeio saber que não te faço falta
Eu odeio esperar a palavra certa

Eu odeio estar tão distante e perto de ti
Eu odeio saber que você mora dentro de mim
Eu odeio admitir que você mexe comigo
Eu odeio pensar que isso pode ter fim

Eu odeio ter que falar para parede meus segredos
Eu odeio fingir que eu não tenho meus medos
Eu odeio fingir que está tudo ok
Eu odeio não saber nada de você

Eu odeio tentar ser alguém
Eu odeio saber que não sou ninguém
Eu odeio tudo que vem de você
Eu odeio quando você me esquece

Eu odeio quando você some
Eu odeio quando você ignora
Eu odeio quando você chora
Eu odeio quando eu me esqueço

Eu odeio todas as louras
Eu odeio tudo que me lembra você
Eu odeio tudo e tanto sempre
Eu odeio por tentar sobreviver

Eu odeio até sonhar contigo
Eu odeio porque preciso te odiar
Eu odeio porque homem não pode falar
Eu odeio não pode berrar seu nome

Eu odeio ser esse cara sentimental
Eu odeio quando o meu racional some
Eu odeio guardar tudo isso para mim
Eu odeio escrever tanto assim

Eu odeio pensar que você está ai livre
Eu odeio pensar que estou preso
Eu odeio não controlar meu pensamento
Eu odeio mais ainda esse sentimento

Eu odeio imaginar seu beijo
Eu odeio ter todo esse desejo
Eu odeio pensar no sorriso
Eu odeio reconhecer que ele é o paraíso

Eu odeio ver filmes
Eu odeio escutar Beatles
Eu odeio meu hábito de escrever
Eu odeio saber que é tudo por você

Eu odeio tanto te odiar
Eu odeio tanto te querer
Eu odeio tanto te esquecer
Eu odeio tanto que chego a me odiar

Eu odeio não saber o que te dizer
Eu odeio não saber o que fazer
Eu odeio sentir o coração apertado
Eu odeio saber que to apaixonado.




quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Poeta Fingidor


Sinto-me perdido tendo me encontrado
Sentimento de inadequação adequado
Eu nem sei mais ler as entrelinhas
Eu nem sei quais coisas são minhas

Eu era apenas um poeta fingidor
Escrevia coisas que nunca sentia
Agora é tudo muito assustador
Escrevo o que sinto todo dia

Eu que era tão racional
Fugia sempre que podia
E agora essa alegria
Fantasiosa mas real

Poesias às vezes te limitam
Rimas às vezes te delimitam
E as palavras não definem
E nem mesmo transmitem

O significado real do que se sente
A intensidade perturbadora na mente
E o quão isso mexe e revira por tudo 
Escondendo o meu medo lá no fundo

E como no alto da montanha
Sinto-me no paraíso 
E a um passo do precipício

E como uma teia de aranha
Preso e sem juízo
E livre para outro início

Acompanhado na solidão
Perto mas distante
Longe mas quente

Fogo da paixão
Eterno o instante
Quando o coração sente.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Poema Inacabado


                                                        Todos somos!

                                          Às vezes reencontro um poema inacabado
                                           Não sei por que o deixei em uma gaveta
                                         São partes ou metades de uma outra faceta
                                         Sentimentos e sensações deixados de lado

                                         Às vezes acho que os guardo para relembrar
                                          De algo que por ventura seja importante
                                              Não o bastante para se eternizar
                                         Mas o suficiente para perdurar um instante

                                                Como uma história incompleta
                                                 Uma pergunta sem resposta
                                                Um momento que completa
                                             Uma sensação que a gente gosta

                                               Um passado não tão passado
                                               Um presente não tão brilhante
                                                Um futuro não tão distante
                                             E um poema não tão inacabado.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Caminhos Duvidosos

Caminhos Duvidosos


Hoje pergunto se é teimosia ou amor?
Essa necessidade insistente de voltar aqui
Ou apenas uma pequena vontade transitória
Como a influência do zodíaco ou da lua em mim

Porque após idas e vindas eu estou de volta
Ao mesmo blog, canto, pessoas e/ou sonho
Teria eu medo da mudança? Receio do novo?
O novo sempre se torna um passado medonho

Uma espécie de ciclo interminável
Ao qual nunca sei se estou indo ou vindo
Não há métrica, nem réplica desse caminho
Apenas uma estrada confusa e inexorável

Seria a luta pelo que se quer?
O atalho para fuga da realidade?
A busca pela rua da felicidade
Ou apenas aceitação do que vier?

Poderia ser a natureza selvagem
Aquela que consome, destrói
E semeia a dúvida e angústia
E nos deixa preso a imagem

A imagem de sermos libertos
Para fazer o que quiser
Procrastinado sempre para depois
Seja lá o que for

Quantas chances já dei a mim, a tudo e todos?
Quantas voltas eu já dei ao redor dos sonhos?
A gente parece ser sempre bom o bastante
Por que nos encontramos por um instante

Não o suficiente para nos satisfazer
 Nem tão longe que não possamos voltar
 E nesses encontros eu me desencontro
 Num motivo para ir em frente e acordar.

domingo, 17 de março de 2013

Jeremy: o caso do nosso descaso.

Jeremy



                                                  E agora mais um personagem,
                                               Mais uma máscara para esconder,
                                                   Uma razão para se proteger,
                                                Um motivo para mais uma viagem.

                                                  Atuando um filme atrás do outro,
                                                   Incorporando outros para mim,
                                              Quando estou sozinho lá vem de novo,
                                                    Uma angústia e medo sem fim.

                                            Mesmo em silêncio sou a voz de milhares,
                                            Perdidos e vazios, não se encontram mais,
                                               Aqueles sorrisos que ficaram para trás,
                                                 E não são mais regulares e familiares.

                                             Eu preciso de pessoas de braços abertos,
                                           Eu não preciso de mais uma lição de moral,
                                            O mundo não é e nunca será dos espertos,
                                              O mundo é de quem combate todo o mal.

                                         Por favor estenda sua mão, abra seu coração,
                                            Não julgue seu irmão, não o deixe no chão,
                                        Não diga palavras ao vento, não nesse momento,
                                       Tenha discernimento, não brinque com sentimento.

                                            Não me culpe por ser assim, eu nunca quis,
                                            Mas eu já quis chegar ao fim, meu final feliz,
                                         Eu não acredito em azar, muito menos em sorte,
                                      Quando não se pode sonhar, apenas querer a morte.

                                         Ás vezes ando em volta de toda essa multidão,
                                          Mas vejo que ninguém quer fazer um multirão,
                                        Estão tão preocupados com sua própria ilusão,
                                         De que se pode ser feliz sem ajudar seu irmão.

                                           Eu não preciso de desprezo ou de chacota,
                                            Eu preciso do seu apreço e o que importa,
                                          Eu quero sinceridade, mesmo que machuque,
                                            Eu quero sua amizade sem nenhum truque.

                                     Antes do certo ou errado, lembre-se tenha empatia,
                                      Antes de ser julgado, e se fosse você como seria?
                                  Uma mágoa não entendida, mais uma silenciosa ferida,
                                  Uma criança não compreendida, mais uma vida perdida.

                                        É preciso descer um degrau, entender a piada,
                                      Sou o Jeremy e não sou mau, criança mal amada,
                                          Eu sou o reflexo da sociedade que não me vê,
                                       Busca a felicidade e passando a vida querendo ser.

                                             Uma vida resumida nas mesmas palavras,
                                            Que sempre me faz voltar ao mesmo lugar,
                                               Onde é impossível recomeçar a sonhar,
                                            Onde as regras pra ser feliz não são claras.

                                    Em que tudo que eu quero é apenas um abraço,
                                      Eu preciso de um ouvido e um abrigo amigo,
                                Que não precise de algo em troca e nem de descaso,
                                         Que me afaste de tudo não faz mais sentido.

                                                     Os gritos de incompreensão,
                                                         Os gestos de estupidez,
                                                     As gargalhadas de repreensão,
                                                         Os olhares de insensatez.

                                                               A música sem alma,
                                                             A criança sem alegria,
                                                              A pessoa sem trauma,
                                                            Minha vida sem poesia.


Adolescente de Richardson se suicida em frente aos colegas de classe.

Um colegial de uma escola de Richardson, descrito como um introvertido que estava se entrosando ainda fatalmente se suicidou em frente de seus 30 colegas de classe (Esse fato que inspirou a música).